Bia e os duelos contra Nicolini: “É um pega para capar!”

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Luta dura entre Bia e Nicolini. Foto: Carlos Ozório.

Bia na final contra Nicolini. Foto: Carlos Ozório.

Beatriz Mesquita aproveitou a temporada de eventos sem kimono da IBJJF. Venceu peso e absoluto no Brasileiro e foi campeã mundial. No meio desta correria, Bia vestiu o kimono e não fez feio. Domingo passado, em Manaus, garantiu o título na Seletiva para o World Professional Championship. Na final, inclusive, derrotou a sua algoz no absoluto do Mundial Sem Kimono, Michelle Nicolini.

Confira o bate-papo:

Você acabou lutar o Mundial Sem Kimono. Como foi lutar e Manaus, novamente de pano?

Estava treinando apenas sem kimono para o Brasileiro e Mundial. Treinei apenas uma semana de kimono e vim lutar. Dá uma certa diferença na hora da pegada e os dedos ficam todos esfolados. Mas vim na cara e na coragem para tentar o título da seletiva. No Brasil, não pude ir a de Natal e estava pensando em me garantir logo em Abu Dhabi. Sabia que seria uma grande oportunidade lutar em Manaus.

Bia comemora. Foto: Carlos Ozório.

Você e a Michelle Nicolini têm feito combates muito duros…

Nas lutas contra a Michelle é sempre um pega para capar! As duas vão para cima, então tem que ter muita atenção para não cometer algum erro. Ela é uma atleta de ponta, está sempre nas cabeças. Ganhou o Mundial numa final contra a Kyra, venceu o absoluto do Mundial Sem Kimono e ficou em segundo no ADCC. É uma atleta excelente e as nossas lutas são muito difíceis. Se errar um mínimo detalhe, já era. Fizemos aqui uma luta muito boa.

Na faixa-marrom, você já derrotava muitas faixas-pretas. Como é agora estar na faixa-preta e enfrentar as marrons?

Era melhor quando eu era marrom (risos)! Entrava para ganhar, mas parecia ter menos responsabilidade. As faixas-marrons estão chegando a toda velocidade e, pelo fato de terem menos responsabilidade, elas caem para dentro. Se não se situar, o faixa-preta roda. Ainda bem, parece que ano que vem vão separar no feminino a faixas-marrons das pretas!

Estamos no fim do ano. O que prepara para surpreender na próxima temporada?

O jogo dos adversários muda muito a cada luta. Tem gente que puxa para a guarda, que derruba, que joga por cima… Temos que estar com o jogo bem completinho. Vou continuar treinando de tudo e dar bastante ênfase à preparação física, que é o que tem feito muita diferença entre os atletas de ponta. O primeiro campeonato é o Europeu e para encarar aquele frio, saindo daqui no meio do verão, quero estar bem preparada!

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