Popovitch: invencibilidade perdida, mas de cabeça em pé

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Pablo contra Victor Estima, no absoluto. Foto: John Lamonica.

 

Poucas horas após a final do absoluto do ADCC 2011, Pablo Popovitch estava no bar do hotel em Nottingham, de casaco e olhar perdido. Um dos principais nomes do evento realizado em setembro, ele saiu com um bronze no peso (até 88kg) e uma prata no absoluto. Até ali, porém, o professor brasileiro radicado na Flórida estava invicto desde 2007.

Atleta obstinado, sempre buscando fazer história no Jiu-Jitsu sem kimono, Pablo estava visivelmente abatido com a dupla derrota para André Galvão – que tratava-se não apenas de um ex-companheiro de treinos, por alguns meses na Flórida, mas de um cara que Pablo já havia derrotado, no ADCC 2007, em Nova Jersey.

Campeão da superluta, Bráulio Estima então se aproximou e pediu um sorriso ao companheiro de treinos, com quem também afiou o jogo para vencer Ronaldo Jacaré. “Ô rapaz! Você não tem nenhum motivo para ficar com essa cara, Pablão! Só perdeu para um lutador neste fim de semana, que estava num ritmo impressionante”, disse Estima.

Pablo aceitou o abraço, ameaçou um sorriso, mas o incômodo era mais forte. O brasileiro radicado em Fort Lauderdale não perdia para ninguém no Jiu-Jitsu sem kimono desde o já citado ADCC 2007, quando foi derrotado na final até 77kg por Marcelo Garcia.

“Eu tenho de agradecer vocês por terem salvado meu casamento em 2009 – o Pablo só falava em vencer o Marcelinho no último ADCC, ainda bem aconteceu e pudemos voltar à normalidade”, confidenciava, por ali, a senhora Popovitch, em conversa inusitada com Tatiana Tognini Garcia, a sra Marcelinho.

Mas os cumprimentos e tapinhas nas costas foram se sucedendo no bar, onde se festejava o aniversário de Rodolfo Vieira, e Pablo foi descontraindo. Até o abraço que o fez sorrir de vez.

Nossos GMAs Pablo e André Galvão conversam pela primeira vez após a final do absoluto. Foto: Marcelo Dunlop.

 

Mal entrara no bar, André venceu o constrangimento e foi lá saudar o oponente que finalizara, no pé, poucas horas antes. “O Pablo é um cara muito parceiro, e eu sei como é querido por todos os seus alunos. Não é a coisa mais legal enfrentar um amigo, mas é preciso para chegar ao topo, então tá tudo certo”, disse Galvão, que mostrou um wrestling potente ao conseguir por Popovitch duas vezes para baixo, algo raríssimo.

Ao GRACIEMAG.com, Pablo explicou como viu as duas derrotas para André. “Na primeira ele me derrubou, beleza, mas acho que foi distração minha, pois houve umas punições do juiz e eu achei que estava ganhando. Quando prestei atenção, era tarde. Na segunda eu estava mesmo esgotado. Principalmente por ter feito aquela semifinal de mais de meia hora contra um monstro como o Xande. Agora é treinar mais para vencer em 2013”, disse, decidido.

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André usou o armdrag para grudar em Pablo e, depois de um tempinho, quedá-lo, na final do absoluto. Foto: Daren Bartlett.

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