Bicampeão, Braga Neto aponta o diferencial de Rodolfo

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Netão comemora o bicampeonato. Foto: Ivan Trindade.

Sempre apontado entre os favoritos no Mundial, Antonio Braga Neto bateu na trave nos últimos dois anos. Mas, nesta temporada, Neto superou guerras contra pedreiras como Roberto Cyborg e o então campeão Rodrigo Cavaca para garantir o bicampeonato. Mais maduro, o lutador segue em busca de um sonho: vencer o absoluto. Por isso, analisa muito bem Rodolfo Vieira, o adversário a ser batido.

Saiba mais na entrevista abaixo:

O que achou da sua participação no Mundial?

Foi um campeonato difícil. O Cyborg e o Cavaca são dois caras que vêm despontando, mas consegui imprimir o meu ritmo, fazer as minhas posições, e no geral foi bem legal. O objetivo era fechar com o Pé de Pano, mas não deu. Foi uma experiência nova e um sonho que cada vez mais se concretiza.

O que falta então para o seu sonho se realizar, o absoluto?

O absoluto é o maior objetivo, o título que falta para mim. Consegui em todas as faixas e vou tentar ainda. Dessa vez perdi para o Bochecha, que merece todos os méritos pelo que vem mostrando. Ele joga para frente e tem o Jiu-Jitsu ofensivo. Vinha bem com ele, mas ele conseguiu uma boa posição e pegou as minhas costas. Acabei de me mudar para os EUA, não é fácil manter o ritmo. Continuar competindo e vencendo já é bem legal.

O campeão absoluto dessa vez foi o Rodolfo. O que ele tem que está fazendo a diferença? Como você pode tentar detê-lo?

Ele tem um preparo físico diferenciado e um jogo muito bom de quedas. Além disso, tem uma determinação absurda, ele vai na posição até o final, nunca desiste. É uma série de quesitos que fazem ele ser melhor. Hoje percebo a importância da preparação física, algo que nunca fiz, mas começo a fazer. Tenho esse problema, não faço isso como deveria. Mas tenho muita coisa para acrescentar na vida e conseguir esse objetivo.

Braga na luta final, contra Cavaca. Foto: Ivan Trindade.

E o que fez você sair campeão novamente, qual foi o seu diferencial dessa vez?

Fui campeão em 2008, em 2009 perdi para o Demente e, em 2010, perdi para o Cyborg com um triângulo nos últimos instantes. Dessa vez consegui fazer o que queria, as minhas posições, mantive a concentração. O Jiu-Jitsu é um aprendizado na vitória e na derrota.

Qual é o seu planejamento depois do Mundial?

Primeiro recuperar as lesões. Espero fechar alguma luta de MMA. Quero aproveitar o ritmo do Mundial e não esperar muito. Quero chegar ao UFC, quem sabe?

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