Os planos para o Desert Force na Jordânia

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Arifa, a apresentadora do Desert Force. Foto: Divulgação.

A Federação de Jiu-Jitsu da Jordânia, cujo líder é sua alteza príncipe Hussein Mirza, sobrinho do rei Abdullah II, é vinculada ao Comitê Olimpico Nacional. A Federação é umas das mais ativas na região, implantando o Jiu-Jitsu e o MMA em diversos órgãos militares e civis.

Além de fomentar a prática das artes marciais no país, ela busca, agora, incentivar as modalidades dentro da comunidade árabe. À frente desse projeto está o faixa-preta Zaid Mirza, que falou rapidamente com o GRACIEMAG.com após a segunda edição do Desert Force, evento produzido pela X-Sports Management, produtora de grandes eventos esportivos no Oriente Médio.

Qual sua avaliação desse torneio direcionado aos atletas do mundo árabe?

Zaid Mirza: Criamos o DFC no intuito de garimparmos talentos entre os árabes. Sempre teremos superlutas com estrangeiros, valendo cinturões, para dar um ar de profissionalismo para os espectadores, porém o foco é lançarmos talentos entre os árabes. Uma das ideias é profissionalizar nossos atletas para que um dia subam no cage de eventos grandes como UFC, Strikeforce e Shooto.

Na primeira edição, metade das lutas foi entre árabes. Nesta agora, das dez lutas, oito foram entre árabes. Quanto mais popular o evento, maior a possibilidade de lutas de alto nível técnico. A ideia é produzirmos oito eventos no ano que vem, e 12 eventos no segundo ano.  Pelo que vimos, material humano do mundo árabe não faltará!

O evento chega a quantos países hoje?

Hoje temos parceria com o canal de satélite aberto Roya TV, que atinge mais de 40 países no planeta. Nossa busca é pela popularização do show nos 22 países árabes, e Turquia e Irã por suas proximidades geográficas e culturais com o mundo árabe. Pretendemos trazer lutadores desses países, e ainda abrir o torneio para lutadores de origem árabe da Europa, onde a comunidade é grande. Essas duas edições foram televisionadas e ano que vem disponibilizaremos os eventos ao vivo. A terceira edição será em julho, e a outra em setembro, sempre promovendo lutadores regionais. Também inovamos com uma apresentadora mulher, a jordaniana Arifa Bseiso, que anuncia e entrevista os lutadores após os combates.

Quanto ao Jiu-Jitsu, quais são os seus planos?

Em outubro organizaremos a primeira Arab Cup, nos mesmos moldes do DFC. Ou seja, um torneio direcionado para o mundo árabe. Existe um crescimento extraordinário do Jiu-Jitsu nesta região e a Jordânia tem apresentado um alto nível. Queremos ser um polo incentivador para outros países da região. Os Emirados Árabes estão de parabéns por liderar o esporte com suas iniciativas, e nós queremos ajudar também. Também estamos trabalhando com países vizinhos para lançarmos a primeira Federação Árabe da história. Seria um passo muito grande para o crescimento e desenvolvimento do esporte na região.  Estamos também bolando um evento mundial fora-de-série no fim deste ano ainda, o Grapplers Hold’em.

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