Na terra do UFC 129 – IV

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Em Toronto, você percebeu, as notícias dos últimos dias não têm sido assim tão impressionantes. Aqui e ali, algumas curiosidades, pequenos detalhes, mas nada de explosivo. A imprensa se esforça, o staff do Ultimate é eficiente ao extremo, os lutadores são carismáticos e os treinadores espirituosos, e todos sabem que o público nessa hora adora uma pimenta nas declarações. Até terça, porém, a grande notícia é que não havia grande notícia.

Ué, mas e os 11 milhões de dólares de bilheteria, recorde não só do UFC mas da história do estádio (que já recebeu Michael Jordan, lendas do beisebol e tantos outros astros)? Legal. E os 40 milhões de dólares que Toronto deve lucrar com o turismo numa simples semana? Maneiro, mas… Ah, e o fato do UFC 129 ter vendido ingresso em todos os cantos do Canadá e EUA, e em todos os continentes, menos a Antártica? Bem, pobre dos pinguins. Até que veio a grande nova, ontem.

Cena do pôster do UFC 129, espalhado por postes, vidraças e jornais.

Lá na rabeira da reportagem de capa do “Toronto Sun”, com a foto de um St-Pierre socando bolado, Tom Wright, diretor de operações do UFC no Canadá, diz que, durante a pesagem, na tarde de sexta-feira…:

“Pela primeira vez na história, nós teremos todos os sete campeões, os sete detentores de cinturões, juntos, reunidos no mesmo local e na mesma hora”, soltou Tom. Bum. “Queremos com isso simplesmente apresentar nosso esporte para o maior número de pessoas possível, de forma arrebatadora”.

Parou para pensar? Imaginou isso? Os sete grandes, cada qual com seu cinto? O que pode ser melhor que isso? Já estou vendo tudo.

Em espanhol, o gigante Cain Velasquez se desculpa por ter pisado em cima e quebrado o cinturão do galinho Dominick Cruz – que estava com ele na cintura! Jon Jones e Anderson Silva passam a cerimônia trocando ideias sobre rap e rythim n’ blues e elogios, “você é o cara” para cá, “nah, você é meu ídolo” para lá, um saco. Até que passa um ladrão e Jones sai correndo atrás.

José Aldo, campeão dos penas, pede para Dana White promover um campeonato absoluto. Pode ser na sexta mesmo. Todos recusam. O amazonense se apressa a dizer que era de “Winning Eleven”, mas apenas para não pegar mal. St-Pierre pergunta se o Armani escolhido está combinando bem com o cinturão.

Cansado de ficar em pé por duas horas, Frankie Edgar começa a dar discretos pulinhos. Depois, exercita a panturrilha. Quando todos olham, está fazendo flexões e abdominais – ao mesmo tempo.

Tudo isso rolando, e Randy Couture e Royce Gracie só rindo, como quem observa os netinhos arteiros, com orgulho.

Já imaginou? Vou lá tentar ver isso de perto. Depois eu conto.

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