O que Bernardo Faria aprendeu ao ser finalizado por Lovato

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Bernardo (à esquerda) no trem para Varsóvia, Polônia. Fotos: Acervo Pessoal.

Campeão mundial dos pesos pesados, Bernardo Faria anda tendo uma temporada agitada – e instrutiva – na Europa.

Primeiro, ele venceu o Europeu da IBJJF em Lisboa. Depois, o mineiro… Mas deixe que ele mesmo conte:

“Após o Europeu em Portugal, fui para Berlim fazer dez dias de seminário na Alliance Berlim, do professor Ulf, faixa-preta do Fabio (Gurgel). Terminado o seminário, fui a Varsóvia disputar a seletiva da Polônia do World Pro. Chegando lá, venci as duas primeiras lutas e me classifiquei para a final da categoria, que seria às 16h contra o (Rafael) Lovato.”

Vale lembrar que Bezão e Lovato já haviam feito a final do absoluto no último Brasileiro de Jiu-Jitsu, no Tijuca. Ou seja, são velhos conhecidos.

“Com a final do peso definida, começou então o absoluto. Venci duas lutas e na terceira, a semifinal, encontrei com Lovato. Foi nesta luta que cometi um erro, e que me custou a luta toda. Acabei tomando um estrangulamento da montada. Aprendi que esse papo de que na faixa-preta você não pode errar é realmente verdade: falhei num detalhe e paguei o preço o resto da luta inteira”.

E qual foi este erro?

“Cara, me preocupei com uma posição na meia-guarda, e acabei esquecendo meu braço. Lovato me encaixou uma kimura, e para defender eu me “ferrei” o resto da luta toda… O que aprendi para a luta seguinte é que teria de ficar ligado 100% o tempo todo, porque qualquer erro poderia me custar a luta. E na seletiva são apenas 6 minutos, então se você erra as chances são grandes de não ter como consertar.”

No fim, Lovato seria o campeão absoluto. Mas ainda tinha a final do peso. Conta, Bernardo:

“Na final do peso, contra o Lovato novamente, fiz um trabalho psicológico comigo mesmo para esquecer o que tinha acontecido, e entrei para lutar novamente com muita garra e vontade, e graças a Deus consegui a vitória (nas vantagens)! Todo mundo me dizia que ser campeão mundial não é o mais difícil, pior era se manter ali, e eu não acreditava. Hoje vejo que isso é verdade. De fato, parece que a cada campeonato os adversários vão estudando você mais e mais, e os campeonatos se tornam cada vez mais difíceis. Mas estou bem tranquilo quanto a isso, pois estou treinando muito e sei que os bons resultados vão continuar, e se Deus quiser vou conseguir mais e mais títulos.”

O campeão mundial e da seletiva agora vai a Abu Dhabi em abril com tudo pago. E ainda tem seminários em Freiberg (Alemanha) e Gorlitz (Polônia). Para contatar a fera, bernardorochajf@yahoo.com.br

Na Alliance Berlim, Alemanha.

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