Campeão na Polônia, Cavaca comenta seletiva e outras pedreiras

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“Aqui é Rodrigo Cavaca, estou escrevendo direto do aeroporto da Suíça, onde espero meu voo para São Paulo. Venho da Polônia, depois de quase um mês na Europa. Passei primeiro pela Lituânia, onde fiquei oito dias dando aulas na minha filial. Comecei um trabalho lá há três anos, e hoje podemos ver uma grande evolução por lá.

“Sempre vou em janeiro, época do Europeu de Jiu-Jitsu, e faço a graduação do ano. Desta vez graduei faixas-azuis, roxas e dois marrons, foi muito bom, e de quebra ainda passei meu aniversário por lá, com direito à festinha surpresa em cima do tatame!

“Depois da Lituânia, fui para Portugal, onde encontrei meu amigo Chaves e com o resto da equipe CheckMat. Fui a Portugal para ajudar a equipe, não ia lutar o Europeu não. Fiz minha inscrição por fazer, mas sabia que não estaria preparado para chegar às finais, pois vinha de uma cirurgia de ligamento cruzado anterior no joelho, e voltei aos treinos três semanas antes da viagem. Uma recuperação até rápida.

“O problema foi que peguei uma bactéria nas costas e treinei somente uma semana. Isso depois de ficar parado desde o Mundial 2010.

“Foi quando acordei sábado de manhã e falei para o Chaves no hotel: “Estou a fim, vou lutar este absoluto hoje!”. Ele me chamou de maluco.

“Lá fui eu, e finalizei as duas primeiras na chave de pé. Depois perdi para o Serginho na semifinal, quando estava ganhando até os 30 segundos, mas dei um vacilo e ele aproveitou: me pegou no meu próprio veneno.

“Ele mereceu de verdade, fez um excelente campeonato e se sagrou campeão. O ruim dessa loucura foi que a chave de pé me machucou feio, e pensei que tudo tinha ido por água abaixo. Afinal, fui à Europa para lutar a seletiva da Polônia do Abu Dhabi Pro, que aconteceria duas semanas depois do Europeu.

“Depois de Lisboa, partmosi para seminários em Londres, cidade que eu não conhecia. Então fomos a Gniezno, na Polônia, na academia do Przemo Gnat, aluno de Robert Drysdale, e lá tivemos um camp com todas as filiais do Drysdale da Polônia, tinha muita gente.

“E assim foi por dez dias, até o dia da seletiva. Seletiva das mais fortes, pois lá estavam Lovato, Bernardo Faria, Léo Nogueira, Allan Finfou, Gargamel, Jose Junior, Ary Farias, Bob Esponja, Raphael Chaves, Bruno Alves – fora os poloneses que fazem uma força, viu!

“E lá vou eu, com o pé estourado e sem treinar, tentar a vaga para Abu Dhabi. Eram apenas duas lutas para a vaga, mas duas lutas duras – a primeira contra o Turek, o polonês que lutou o ADCC 2009, e a final contra o José Junior.

“Venci Turek por 4 a 0, e fui para a final contra José. Menino duro esse, deu canseira em todo mundo e chegou à final do peso e do absoluto.

“Tudo correu bem, e venci por 2 a 0, quando encaixei a chave de pé e ele rodou para fora. No fim, muita pressão dele tentando passar a guarda, mas consegui. Acabei morto, mas com a vaga!

“Agora é tratar o pé em Santos e começar a preparação para o World Pro em Abu Dhabi, em abri. Comigo vai uma equipe e tanto. No meu peso, Buchecha e Juninho da Paraíba. Também da CheckMat, nos outros pesos vão Helder Bob Esponja, Finfou, Michelle Nicolini, Gabriel Palito e outros tantos. Só posso agradecer à equipe e a quem me ajudou a chegar lá.”

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