“Culpar o MMA pela violência é como culpar a Fórmula 1 pela imprudência dos motoristas”

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Lorenzo em foto de Josh Hedges.

Lorenzo Fertitta é um dos homens por trás do sucesso do Ultimate Fighting Championship. Depois de comprar a organização por 2 milhões de dólares, em 2001, e injetar mais 44 milhões, hoje a marca UFC vale algo em torno de um bilhão de dólares.

Aos 41 anos, Fertitta está na lista dos bilionários mais jovens dos EUA segundo a revista Forbes. O empresário, investidor de cassinos em Las Vegas, figura ao lado de nomes como Mark Zuckerberg, do Facebook; Jerry Yang, do Yahoo; e Larry Page e Sergey Brin, do Google. Por isso, chamou a atenção do jornal “Valor Econômico”, uma das principais publicações no Brasil focadas em Economia. Fertitta, entre outras coisas, explicou o porquê do sucesso da organização em todo o mundo.

“A maioria dos esportes não se traduz muito bem entre diferentes culturas. Mas quando você coloca dois caras em um ringue, podendo usar qualquer estilo de luta, isso é entendido por qualquer um”, diz.

Comprar o evento, que estava em baixa, foi motivado mais devido à paixão pela luta do que pela visão de um negócio lucrativo. Um dos primeiros passos foi mudar a imagem do MMA, com a criação de novas regras, entre outras coisas.

“Eu e meu irmão (Frank) treinávamos Jiu-Jitsu e tínhamos contato com alguns lutadores”, diz o empresário, que faz questão de desassociar MMA e violência:

“Culpar o MMA e o UFC pela violência de algumas pessoas é a mesma coisa que culpar a Fórmula 1 pela imprudência de alguns motoristas nas ruas”, compara.

Com as mudanças impostas e investimentos o UFC hoje prospera, seja na venda de pay-per-view, produtos licenciados, programas de TV e venda de ingressos, entre outros negócios.

“Nos Estados Unidos, já temos três vezes mais pay-per-view do que o boxe.”

Onde isso vai parar?

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There are 3 comments for this article
  1. little at 5:26 pm

    Obrigado fertitta por palavras simples e inteligentes. parabéns ao Valor Econômico e outros jornais e veículos da grande mídia por passar a apoiar a luta, ao contrário de outros tempos…

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