O Jiu-Jitsu de GSP e o encontro da fera com Roger

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GSP e Bruno Fernandes. Foto: arquivo pessoal.

Lutador da Gracie Barra que, por muitos anos, representou bem a equipe nas principais competições, Bruno Fernandes comanda uma das filiais da equipe no Canadá, em Montreal. Entre os alunos, Bruno dá aulas para o ilustre Georges St. Pierre, campeão de meio-médios do UFC e considerado um dos melhores do mundo em todos os pesos. Na entrevista a seguir, Bruno fala do treinamento de Jiu-Jitsu de GSP, a quem deu a faixa-preta, os trabalho feito para encarar Josh Koscheck no UFC 124 e como o tricampeão mundial absoluto Roger Gracie ajudou nisso tudo.

Confira:

Fale um pouco do seu trabalho aí no Canadá…

Estou aqui no Canadá desde 2005 e comecei a ensinar Jiu-Jitsu alguns anos após a minha chegada. No começo, era tudo muito difícil, porque ainda estudava, não tinha minha academia e o Jiu-Jitsu de kimono não era muito praticado. Mas, aos poucos, criei um grupo de lutadores, incluindo o Georges St. Pierre. Organizávamos aulas semi-particulares. Nesse período, ainda tive que me mudar pra Toronto, mas quando voltei a Montreal e minha vida ficou um pouco mais calma, pude abrir uma filial da Gracie Barra. Vamos completar um ano e tudo vai bem. Já temos alguns alunos com nível para competir e em 2011 e espero vê-los dando trabalho por aí.

Como começou a sua relação com o Georges St. Pierre? Como é o treinamento dele no Jiu-Jitsu?

O GSP já treinava Jiu-Jitsu antes de nos conhecermos, apesar das dificuldades. O primeiro contato dele foi através do Wagnney Fabiano, que na época ensinava numa escola aqui em Montreal. Depois de um tempo, o Georges começou a ir até Nova York para treinar na academia do Renzo Gracie, em Manhattan. Essa fase ilustra muito bem como a determinação é uma condição fundamental para o sucesso de qualquer lutador. Muitas vezes ele dirigia à noite de Montreal a Nova York, treinava o dia inteiro e voltava dirigindo. Ele sempre buscou os melhores de cada esporte e o resultado é o que vemos hoje. Ele sempre gostou do kimono. Vindo do Karatê, tem uma noção de disciplina invejável. O GSP sempre está aberto a novas técnicas que possam adicionar algo ao jogo dele. Quando ele treina Jiu-Jitsu, pensa muito pouco em MMA, somente em aprimorar seu jogo de chão. Quando chega perto de alguma luta, aí sim o treino muda um pouco, ajustando o jogo dele para as regras do octagon. Apesar de ele ser conhecido por jogar por cima, a guarda também é muito boa. O “problema” é que ele sempre derruba seus oponentes, então é raro fazer guarda no UFC.

Pode falar algo sobre o treino de Jiu-Jitsu para a luta contra o Josh Koscheck? Ele deu bastante ênfase ao chão?

Bastante. Ele tem trabalhado muito o chão, focando no controle do oponente, mantendo-o em situações desconfortáveis e preparando a finalização com calma. A visita do Roger Gracie Aqui foi perfeita, porque é exatamente o tipo de jogo que a gente espera dele. Essa luta com o Koschek vai impressionar muita gente!

Bruno e Roger Gracie na GB Montreal. Foto: arquivo pessoal.

Como foi esse encontro do GSP e Roger Gracie?

Foi um encontro muito produtivo para ambas as partes. Roger ficou uma semana aqui acompanhando o Georges no treinamento, incluindo o de boxe, wrestling, condicionamento físico e muay thai. Por outro lado, o Roger ajudou a melhorar o jogo de chão ainda mais, corrigindo pequenos detalhes que farão uma enorme diferença nessa próxima luta.

Roger esteve num seminário aí, como foi?

Excelente. Pela primeira vez tive que recusar pessoas interessadas, porque simplesmente não havia mais espaço no tatame. Foi ótimo ter alguém como o Roger aqui para me ajudar a convencer os alunos iniciantes que o importante para melhorar no Jiu-Jitsu é focar nos fundamentos. Roger demonstrou em detalhes tudo aquilo que ele já põe em prática.

Como você vê o Jiu-Jitsu hoje no Canadá?

O Canadá é um país muito pouco populoso. Para dar uma noção, a população do segundo maior país do mundo é menor do que a do estado da Califórnia sozinho, nos EUA. Isso dificulta a disseminação do Jiu-Jitsu, porque é inviável manter uma academia na maioria das cidades. Claro que o frio que faz aqui também dificulta a vinda de professores qualificados. Mas, apesar de tudo, eu vejo o Jiu-Jitsu crescendo bastante aqui e daqui a alguns anos veremos a presença de canadenses nos pódios de competições internacionais.

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There is 1 comment for this article
  1. marcos alves at 12:56 pm

    sou um praticante da arte suave, mais as oportuinidade sao muito poucas para se grecer a arte milenar.
    moro em.
    Moro em viçosa do ceara e tenho um projeto ( Projeto Arte Suave )que atende crianças e adolescentes que estão em risco social. E tenho ja 3 lutas de MMA graças a Deus e varios titulos na arte esportiva.

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