Drysdale e mais uma finalização: “Jiu-Jitsu sempre vai ser o plano A”

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Foto: Carlos Ozório

Nosso GMA em Las Vegas, Robert Drysdale venceu a segunda luta no MMA como profissional, novamente com uma finalização, um justo armlock no primeiro round (reveja aqui). O combate foi no último sábado, no Canadá, e o faixa-preta conversou com o GRACIEMAG.com sobre a luta, os novos projetos e muito mais. 

O que achou da luta contra o Clay Davidson? 

Estava tranquilo, cara. Me sinto, hoje, muito bem no ringue. Estou em casa, e me senti super bem na preparação para a luta. Perder peso dessa vez foi mais difícil, penei um pouco, mas, no dia, estava zero bala e confiante. A idéia era trocar um pouco mais em pé, mas acabamos nos agarrando no começo e consegui usar o meu Jiu-Jitsu. Foi uma experiência legal e, quem sabe, logo estarei num evento maior. 

Já se sente preparado para uma grande organização como o UFC ou Strikeforce?  

Tenho confiança e, quando vejo o UFC, sinto que consigo lutar com esses caras. Mas acho que não precisa ter pressa. Acho que o pessoal fica apressado por causa do dinheiro e não acho isso legal. Nunca foi o dinheiro o que me motivou. No Jiu-Jitsu lutei de branca, depois de um tempo lutei de azul e assim sucessivamente. Fui sem pressa até chegar à preta. No MMA tem que ser igual, não dá para pular etapas.  Minha motivação sou eu mesmo, tento ser melhor amanhã do que eu sou hoje.   

Então, para atingir o nível que almeja, o que acha que tem que trabalhar mais?  

O Jiu-Jitsu é o meu forte e não acho legal deixar ele de lado para treinar apenas a mão ou quedas. Se não treinar o que é melhor você piora como lutador. Mas, claro, dou ênfase a parte em pé e de quedas. Na verdade, treino tudo, todos os dias. Não sou daqueles que pensa que já sabe tudo no chão, então não esqueço o meu Jiu-Jitsu. Mesmo não competindo, gosto de fazer parte da evolução desse esporte, porque é o que eu amo. 

Já são duas finalizações. Pretende colocar alguns nocautes no cartel também?  

Treino em pé com uma galera que é profissional de boxe, então sinto confiança. Mas, por outro lado, acho uma besteira querer virar trocador de uma hora para outra. Lógico, pode acontecer de o cara anular o meu chão, mas a mão é o plano B. Tenho 13 anos de Jiu-Jitsu e dois de mão. Então é como se eu fosse um faixa-azul na trocação e não seria inteligente trocar no vale-tudo agora. Teria condições, mas seria um erro tático. Prefiro manter o chão como o plano A e dificilmente isso vai mudar. 

Quais os novos projetos? 

Estou com um time muito bom filiado a mim lá em Manaus. Teve até o Robert Fonseca “Pato”, que se classificou para o World Pro. Vou arrumar umas lutas para eles e quero fazer um desafio de Jiu-Jitsu com essa galera contra os lutadores daqui de Vegas. Estou trabalhando nisso e vai ser bacana.

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