Empresário, ex-goleiro e lutador: conheça o campeão absoluto sem kimono

Share it

Victor comemora triunfo no absoluto. Foto: Carlos Ozório.

O Brasileiro Sem kimono de 2010 teve Victor Costa como campeão da principal categoria. O representante da CheckMat bateu quatro oponentes para subir ao alto do pódio e ficar com a segunda medalha no dia. Antes, no superpesado, abdicou da final contra Antonio Peinado, preferiu se resguardar para o absoluto. 

Um ilustre entre os competidores? O faixa-preta não se considera assim, apesar de ter uma história um pouco diferente dos demais adversários. Antes da arte suave, até os 18 anos, se dedicava ao futebol. Goleiro, chegou a fazer parte do elenco profissional do São Caetano, time de São Paulo. Depois disso, tornou-se o empresário por trás da Koral Kimonos. Daí em diante, o envolvimento com o Jiu-Jitsu foi tão intenso que a prática do esporte e as competições tornaram-se o destino.

Conheça um pouco dessa história no bate-papo de Victor Costa com o GRACIEMAG.com:    

Imaginava ir tão bem no Brasileiro Sem Kimono? 

Lutei o Pan (Sem Kimono) e foi uma volta às competições. Dei sorte de ter sido apenas uma luta, porque não estava tão preparado, afastado dos campeonatos há bastante tempo. Mas venci e isso me animou muito. Sabia que tinha o Brasileiro no final do mês e consegui fazer a minha agenda dividindo trabalho e treinos. Rendi nos treinos e passei a acreditar que poderia ganhar. Não imaginava que chegaria tão longe no absoluto, mas sabia que poderia ir bem. 

Finalização na final do absoluto. Foto: Carlos Ozório.

Quando passou a acreditar que realmente poderia vencer a principal categoria?  

Quando venci a primeira luta no absoluto, conversei com o Chico Mendes, um dos técnicos da CheckMat, e vimos que dava. Me concentrei e passei a pensar em chegar na final. Na segunda luta estava muito confiante, lutei muito bem e finalizei. A semifinal, contra o Theodoro Canal, foi duro. Ele é um atleta muito técnico, rápido e foi uma luta difícil, mas venci. O Capoeira (Nilson Ricardo), adversário da final, havia perdido para o mesmo lutador que eu ganhei na categoria de peso. Então tive confiança, sem querer desperdiçar a chance, e fui para a luta muito concentrado. 

Como consegue administrar os negócios e render bem nos treinos para competir em alto rendimento?  

Em primeiro lugar vem o amor que eu sinto pelo Jiu-Jitsu, a vontade de competir. Fui jogador de futebol, cheguei ao profissional com 18 anos, mas havia muita política e acabei meio que abandonado. Comecei a Koral com o meu irmão e, depois disso, a treinar Jiu-Jitsu. Vi que era um esporte individual, em que dependemos muito mais de nós mesmos. Como sempre tive vontade de vencer, foi uma união perfeita. Fui campeão mundial na faixa-marrom, mas, depois que recebi a preta, fiquei meio afastado. 

Foto: arquivo pessoal.

O que o Jiu-Jitsu mudou na sua vida?   

O Jiu-Jitsu me faz ser uma pessoa mais concentrada e dedicada. Na minha agenda sempre tem o horário do treino! Desde que eu abri a Koral, há 14 anos, fiz diversos amigos com o Jiu-Jitsu. O pessoal da minha equipe é excelente. Todos me ajudaram e incentivaram para o campeonato. Estive também na Flórida com o Rodrigo Cavaca, que eu admiro muito. Estive na academia do Nino Schembri e o cara tirou o kimono para me ajudar para o Pan. Enfim, em qualquer lugar que eu for, conheço pessoas. É uma família por todo o mundo e me sinto privilegiado nesse sentido. 

Como é a relação entre você e os outros competidores? Há algo diferente por todos te conhecerem também como empresário do mundo das lutas?  

Acho que é normal. Todos os atletas, hoje, têm uma mentalidade bem profissional e sabem separar os momentos. Na área de aquecimento, todos sabem que sou mais um competidor, e também os encaro dessa maneira. Já enfrentei atletas que patrocino e foi bem profissional. Sou um cara tranquilo, respeito a todos e acho que acaba sendo uma situação normal.

Ler matéria completa Read more
There are 2 comments for this article
  1. Vinícius de Barros at 1:09 pm

    Quero deixar aqui meus parabéns ao Victor Costa, não ao empresário, mas ao competidor e lutador, tanto nos tatames quanto na vida empresarial. Desde 2004 quando foi campeão mundial de faixa marrom no pesadissmo ele deu uma boa parada nas competições, mas sempre quando pode competiu, mas jamais deixou de lado o jiu jitsu e acima de tudo os treinos. Em 2004 venceu feras como Marcelo ‘ Broa ‘ Mendes na semi final em luta dura, pois o Broa é guerreiro e muito técnico e forte e venceu na final um cara muito técnico que é o Helinho Santos da Gracie Humaíta. Torcemos por ele e esperamos que ele possa dar continuidade nos treinos e competições, pois serve de exemplo para muitos.

Deixe uma resposta para Gracie old school Cancel comment reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *