Alan Belcher comenta seu drama

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Alan Belcher com os treinadores Daniel Moraes e Helio Sonequinha, no Rio Open. Foto: Gustavo Aragão

Alan Belcher vive a fase mais delicada da carreira. O lutador esteve no Brasil, onde se preparava para o desafio contra Demian Maia, que ocorreria no UFN 22. Entretanto, Belcher teve de voltar às pressas para os EUA. Um descolamento de retina, no olho direito, o afastou do combate e, depois de duas cirurgias, seu futuro segue incerto.

“Desde a segunda cirurgia, os médicos não me deram nenhuma previsão. Preciso me tirar do pior. O médico não me deu nenhuma expectativa quanto à minha volta”, comenta ao site MMAJunkie.

Os cuidados devem se redobrados. A volta aos combates, de forma indevida, pode custar a visão do lutador. Se ficar cego de um olho e descolar a retina do outro, depois de algum golpe, Belcher pode ficar totalmente sem visão.

“O pior caso seria se minha visão não melhorar, e se a retina de meu outro olho se descolar. Assim, eu estaria basicamente cego nos dois olhos, em vez de só um. Essa é a principal coisa que estou tratando, melhorar a visão no meu olho direito”, conta.

O lutador mantém a paciência e segue o tratamento. Nada melhor que um dia após o outro.

“Estou lidando com a situação dia por dia”, encerra.

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There are 2 comments for this article
  1. isaias at 6:31 pm

    O MMA é realmente um esporte delicado- as pessoas se adaptam de uma forma ou outra. Sempre pensei que nosso corpo fosse em suma, fragil(uma pancada forte em certas partes da cabeça podem provacar morte rapida)sempre ouviamos isso, e os samurais dos filmes eram, de certa forma, imunes a pancadas etc O boxe já mostrou que um bom numero de ex-lutadores sofrem do mal de Parkinson. Ainda não temos muitos aposentados do MMA. Helio Gracie foi um idoso muito saudavel porém sua carreira no vale-tudo parou bem cedo, com oponentes menos rudes, diferentes dos atletas do UFC etc Será que só daqui uns 20 anos vamos ver sequelas nos atletas do MMA ou estes estão melhores acessorados por médicos, nutricionistas etc para previnir problemas de saúde hoje e no futuro. O show “não deve parar”, dizem, porém,o ditado mais adequado seria “previnir é melhor que remediar”. Li numa revista, Robert Drysdale estava sem “plano de saúde”, “seguro” em seu pais os EUA. Se ele, nativo, não tem, que dirá dos atletas sem patrocinio, sem apoio financeiro consistente?

  2. Fabio at 9:13 pm

    Concordo com quase tudo Isaias, menos com a parte do Helio. O Helio não parou cedo. a luta com o Waldemar santana ele tinha mais de 40, se não me engano. uma luta de mais de uma hora. Não havia atletas como os do UFC, talvez. mas ele lutava contra caras bem mais pesados, sem tempo e luvas…
    Mas o restante foi perfeito, na minha humilde opinião

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