O Mundial 2010 na visão do presidente

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Carlinhos e mais três faixas-vermelhas, durante o Mundial 2010. Foto: Ivan Trindade.

Depois do encerramento do 15º Mundial de Jiu-Jitsu, no domingo dia 6, Carlos Gracie Jr. planejava vir da Califórnia para o Rio de Janeiro.

Antes da viagem, o GRACIEMAG.com conversou com o mestre fundador da Gracie Barra sobre o nível do evento, sobre a condecoração dos três novos faixas-vermelha e preta e sobre a atuação do sobrinho Roger e do filhão Kayron. Confira algumas de suas análises:

Roger e o tri absoluto
“Roger mais uma vez demonstrou a eficiência do Jiu-Jitsu simples, bonito, e mereceu o título absoluto. Por ter lutado no Strikeforce poucos dias antes, deu sinais de que esse fantasma da transição do MMA para o Jiu-Jitsu esportivo não é tão assustador assim, quando se domina o Jiu-Jitsu básico.”

Destaques do Mundial 2010
“Gostei de muitas lutas, e de muitos competidores. Os campeões da faixa-preta foram fora-de-série, mas numa visão da arquibancada, a gente também percebe que há lutadores muito bons que no entanto não fazem a luta ficar boa. São vários motivos, o jogo do cara é muito justo, o oponente também não se mexe, os caras não se arriscam muito – e a luta fica estagnada, não tem aquele toma-lá-dá-cá que levanta o torcedor.
Por isso, independente de vencer ou não, um Marcelinho Garcia, o próprio Roger, o Kron, Kayron e outros caem no gosto do público, pois a luta é boa, a qualquer momento pode acontecer uma coisa inédita, uma reviravolta. Gostei das lutas do Kayron também por isso.”

Homenagens
“Os professores Romero Jacaré, Maurição Gomes e Sergio Penha já tinham dado entrada na IBJJF pleiteando a nova graduação de faixa-vermelha. Basta chegar a 31 anos como faixa-preta formado, comprovar a situação junto à Federação e o professor está apto a tornar-se um faixa-coral.
Decidimos então que seria uma homenagem legal durante o evento. A IBJJF entregou aos três um certificado, outorgando o direito de usarem a faixa. Mas a faixa quem entrega é o mestre deles, ou um aluno de destaque em caso de impossibilidade.”

A multiplicação da faixa-coral

“A cada Mundial estamos sempre dispostos a fazer homenagens desse tipo, e aproveitamos e deixamos claros os critérios que regem o Jiu-Jitsu e a graduação à faixa vermelha-e-preta. Há muita gente por aí amarrando a faixa-coral com menos de 20 anos de faixa-preta, alguns com dez anos somente. Não temos como controlar, mas sempre seguiremos e reforçaremos a regra universal instituída por nossos grandes mestres. Então quem comprovar junto à IBJJF que tem 31 anos de faixa-preta, terá a graduação certificada. Basta o professor se interessar e procurar a Federação.”

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There are 3 comments for this article
  1. Mohamad Jehad at 4:05 pm

    Três grandes nomes do jiu jitsu, os Mestres; Sérgio Penha, Romero Jacaré e Maurição Gomes misturama seus nomes ã história da artes suave. É um privilégio vivenciar este momento único de pessoas que ajudaram a construir não só a arte marcial mais eficiente do Mundo, mas também um estilo de vida único que une milhares de pessoas ao redor do planeta. Parabéns aos três e muito obrigado por tudo.

  2. peixotinho at 11:13 pm

    Legal ver estes três nomes: Sergio Penha, Maurição Gomes e Romero “Jacaré”, que ajudaram a construir a história do Jiu-Jitsu, sendo homenageados. Eles merecem. Pois tive a felicidade de conviver com eles nas décadas douradas (70 e 80) do Jiu-Jitsu. Forte abraço! E realmente o Roger Gracie está de parabéns pela sua técnica refinada.
    Abraço.

  3. isaias at 1:44 pm

    Parabens para estes ilustres mestres!!! Creio que tambem foi uma oportunidade perdida pelo mestre Carlos Gracei Jr em citar algum rumo a mudanças de regras para premiar as lutas mais dinamicas, os lutadores mais ousados. Acho que quem finaliza já merece entrar na luta seguinte com algum ponto(s) em caso de empate, mais um minuto de luta(não necessariamente um golden score)sem contagem de vantagem mas de pontos e a conclusão do juiz(s). Isso vai enriquecer o esporte e vai pavimentar o caminho para + espaço do JJ na TV, aberta e fechada. Os comentaristas do mundial foram enfaticos- “quem não pratica JJ não vê e não curte as lutas!” que dira dos leigos de modo geral? Sou leigo tbem,faixa branca, e algum tempo no Judo, mas pode escrever: Um JJ mais dinamico,fara o esporte crescer 100% no pais em pouco tempo! Osssssss!!

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