World Pro: a análise do segundo dia de disputas

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Foto: Luca Atalla

Foi um absoluto inesquecível em Abu Dhabi. Com a inscrição de 75 atletas, incentivados pelos 20 mil dólares de premiação, uma bolada inédita no Jiu-Jitsu anunciada nas vésperas do Abu Dhabi World Pro 2010 (antes seria 12 mil), a emoção estava garantida desde o início, no estádio de tênis do emirado. Um espetáculo de Jiu-Jitsu, graças às presenças de estrelas como Alexandre Souza, Alexandro Ceconi, André Galvão, Braulio Estima, Bruno Frazatto, Claudio Calasans, Clark Gracie, Delson Pé de Chumbo, Gabriel Vella, Guilherme Mendes, Gustavo Campos, Luiz Big Mac, Marcello Salazar, Marcus Bochecha, Marko Helen, Rafael Mendes, Ricardo Demente, Romulo Barral e tantos outros. 

No fim, chegaram os nomes de sempre – que só são os “de sempre” pelo extremo nível técnico, tático e pela experiência de competições dos quatro. 

Absoluto – Semifinal 1: Gabriel Vella x Braulio Estima 

Foi a tarimba, por exemplo, que levou Gabriel Vella às semifinais, após anular o jogo da sensação Ricardo “Demente” Abreu. Vella traçou sua estratégia de luta baseada nos conselhos de Rafael Correa “Gordinho”, e jogando por cima, obteve duas vantagens da chegada do lado, contra uma no finalzinho quando Demente explodiu para passar. Uma das melhores lutas do dia – e que terá revanche logo mais, na final acima de 92kg.

Antes, o paulista representante da Ryan Gracie vencera dois adversários: finalizou o faixa-roxa americano Jim Alers, feliz da vida porque fez 2 pontos num despreocupado Vella, e o magrinho Guilherme Mendes, por duas vantagens. 

Vella passou também pelo levinho Guilherme Mendes. Foto: Luca Atalla

O oponente de Vella será seu amigo e favorito do xeque Tahnoon, o pernambucano Braulio “Carcará” Estima. Após o título sem kimono no absoluto do ADCC, Braulio chegou com moral na capital dos Emirados e fez dois treinos com o irmão do xeque Mohamad bin Zayed, o comandante supremo das Forças Armadas e patrono do Jiu-Jitsu nas escolas do país. Carcará fez uma campanha talvez mais soberba que Vella: asfixiou o gigante canadense Karim Biron aos 2min10s, virou uma luta contra Guto Campos (finalizando novamente no triângulo, como no peso) e venceu grande luta contra Alexandro Ceconi, por 10 a 2, terminando a oitava-de-final com o triângulo encaixado. Nas quartas, contou com o auxílio do companheiro faixa-preta José Júnior “Cientista”, professor da Gracie Barra que dá aulas hoje nos Emirados que abriu para o Carcará. 

O árbitro Bobadilla dá os pontos a Carcará, nas costas de Ceconi. Foto: Luca Atalla

Absoluto – Semifinal 2: Claudio Calasans x Alexandre Souza 

Calasans arma o bote para raspar. Foto: Luca Atalla

Na outra semifinal, Claudio Calasans Jr chegou mais uma vez, como fez no Mundial 2009. Reinando nos botes no braço da guarda e nas mãos-de-vaca, o “Juninho” finalizou o australiano Alexander Chew, pegou o americano Josh Griffiths e despachou o neozelandês Alexander Geoffrey em 52s, com um armlock, ganhando a vaga nas semifinais do companheiro (de quarto, inclusive) Rafael Mendes, que também arregalou os olhos da plateia. Chave fácil para o lado da Atos? Nada disso, Claudio tinha inicialmente Rodolfo Vieira (contundido) na chave, e Romulo Barral, Big Mac, e Marcus Bochecha. Os três caíram pelo caminho, um perdendo do outro. 

(Confira a galeria de fotos do evento aqui

Alexandre Souza lutou entre os pesadíssimos e não chegou à final, mas o “treino” com os grandões no primeiro dia compensou no absoluto. O catarinense fez quatro lutaços e passou com méritos, estrangulando primeiramente um faixa-roxa gigantesco, o francês Julian Genin, em seguida o grandão Marcio Mendes, e carimbando a vaga às quartas com uma bela chave de braço da guarda no carrasco de Fedor no sambo, o búlgaro Blagoy Ivanov. Nas quartas, Souza e André Galvão fizeram uma batalha clássica, com uma raspagem para cada lado. No fim, Souza ganhou por uma vantagem de outra raspagem, enquanto André chiou de uma vantagem não dada num leglock anteriormente, sendo desclassificado após o cronômetro apitar. Mas foi um lutaço. “Foi o primeiro campeonato em que saí sem uma medalhinha”, sorriu desanimado Galvão depois. 

Souza esticou o braço. Foto: Luca Atalla

Feminino até 63kg– Luanna Alzuguir x Beatriz Mesquita 

O clássico que todos queriam (re) ver rola daqui a umas três horas em Abu Dhabi. Luanna começou finalizando a sueca Ida Hansson nas costas, despachou a australiana Lisa Marie e passou pela brasileira Juliana Nogueira. Já Bia eliminou a canadense Sheila Bird, botou a sul-africana Jessica Hill para dormir e estrangulou Hillary Williams – no exato momento que sua alteza xeque Mohamad chegava no estádio. 

Bia Mesquita estrangulou Hillary Williams e impressionou o xeque Mohamad. Foto: Luca Atalla

Feminino acima de 63kg – Gabi Garcia x Luzia Fernandes 

Gabrielle Garcia começou o campeonato contra a campeã mundial peso e absoluto Lana Stefanac. Maldade com as duas, mas a guerra valeu o ingresso e levantou a torcida. Gabi botou pressão tentando derrubar, fez Lana se afobar e puxar para a guarda, e daí foi só amassar e garantir a vitória, por uma vantagem da queda e outra da meia-guarda. Em seguida, Gabi arrochou o braço da guerreira gaúcha Cassuza Fornari, com uma americana a um minuto de luta. 

Já Luzia esbanjou a frieza de sempre, para despachar Tanino Kaori e vencer a favorita dos locais, Rosângela “Zanza” Conceição nas vantagens. 

Acompanhe o último e eletrizante dia do Abu Dhabi World Pro 2010 aqui no GRACIEMAG.com e no nosso twitter, @graciemag_br . Até mais!

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