Hermes comenta a aposentadoria: “Fiz o que era para ser feito”

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Foto: Josh Hedges

No dia 9 de janeiro, sites de todo o mundo davam conta da aposentadoria de Hermes França. O faixa-preta de Jiu-Jitsu é o brasileiro que conseguiu ir mais longe entre os leves no UFC, tendo disputado o cinturão da categoria em 2007, contra Sean Sherk. Na ocasião, acabou derrotado por decisão dos jurados. Numa entrevista exclusiva ao GRACIEMAG.com, o nosso GMA Hermes comenta a decisão de pendurar as luvas e analisa a carreira.

Foi noticiada a sua aposentadoria, mas você pouco falou sobre o assunto. Afinal, por que parou?

Pois é, parei cara. Estava muito difícil me concentrar para lutar. È preciso estar focado 100% no treinamento e eu estava dando aulas e trabalhando com a minha academia de Jiu-Jitsu. Estava difícil, aí falei: ‘quer saber de uma coisa, vou parar’. E foi o que fiz. Não deixei de lado as coisas que gosto, que é dar aulas e treinar os atletas. Estou dando muita aula de Jiu-Jitsu e a vida continua. Só parei mesmo de lutar.

Mas não faria nem uma luta de despedida?

Não. Já fiz o que era para ser feito.

Hermes na disputa contra Sean Sherk. Foto: Josh Hedges

Qual luta mais te marcou?

Todas as lutas marcaram. Lembro que cheguei nos Estados Unidos sem nada, tendo que trabalhar. Acabei tendo a oportunidade de lutar no Ultimate depois e disputei o título. Acho que toda luta tem seu papel. É lógico que a primeira no UFC (vitória contra Rich Crunkilton, no UFC 42) a gente nunca esquece! Foi só felicidade.

E qual foi o adversário mais marcante?

O Marcus Aurélio me marcou, porque foi meu professor da faixa-azul até a marrom. Ficou um negócio meio chato e essa também foi uma luta marcante.

A luta contra Marcus Aurélio trouxe muita rivalidade. Foto: Josh Hedges

O que fará agora que não luta mais MMA?

Estou com uma academia no Oregon e a abertura será no dia 13 de março. Vou fazer um seminário legal e também é muito bacana o fato de muita gente que mora por aqui estar amarradão. O Matt Lindland já falou comigo e o Chael Sonnen também está por aqui. O Fabiano “Pega Leve’, que é um amigão, também, então está tudo em casa. Estou só com gente boa.

Mas você vai ser treinador de MMA?

Agora só de Jiu-Jitsu. Já estamos com três academias e, em Nova York (East West Combat Club), com apenas quatro meses, já contamos com 60 alunos. Não posso esquecer o Jiu-Jitsu. O MMA é difícil de ensinar, é problema, muita dor de cabeça ensinar ao atleta. O Jiu-Jitsu é emocionante e é um esporte que nunca vai acabar. O Guybson Sá, uma pedreira de 21 anos lá de Fortaleza, está aqui comigo também me ajudando.

O pano é a minha segunda pele. Competição de Jiu-Jitsu, estou dentro” Hermes França

No MMA você disse que não luta. Mas na arte suave, luta?

Com certeza! O pano é a minha segunda pele. Pretendo lutar o Pan-Americano, agora em abril. Lutei os dois últimos Mundiais sem kimono e ganhei medalha no passado. Gosto da competição e isso me faz continuar em forma. Em campeonato de Jiu-Jitsu e submission, estarei dentro.

Gostaria de dar algum recado?

Quero agradecer a todos os fãs. Gostaria de pedir para quem está na batalha que não desista do esporte, nunca desista. Para mim nada foi fácil. Comecei nos EUA lavando carros e ganhando US$200 por semana. Para chegar, tive de lutar. E isso serve em qualquer segmento. Peço a todos que nunca desistam do sonho.

Confira abaixo alguns dos grandes momentos de Hermes nos ringues e cages:

http://www.youtube.com/watch?v=dreldFxfxlU

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