Quatro perguntas para Rolles Gracie

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O peso pesado Rolles Gracie, de 31 anos, não disfarça: a estreia no UFC, marcada para o dia 6 de fevereiro em Vegas, lhe traz ansiedade. Mas é um nervosismo bom, como ele explica na entrevista a seguir, ao GRACIEMAG.com.

No treino de boxe com Mark Henry, o filho de Rolls Gracie afia os punhos. Foto: Luca Atalla.

Rolles (3v, 0d) fala sobre os treinos para enfrentar o libanês naturalizado britânico Musfafá Al-Turk (6v, 5d), 36 anos, que por coincidência nasceu no mesmo dia que o brasileiro, dia 14 de julho. E faz questão de comentar toda a repercussão que houve após ter dado a faixa-preta ao americano Rashad Evans, após vitória sobre Thiago Silva no UFC 108, no último dia 2.

Qual a receita para administrar a ansiedade antes de uma estreia no UFC?

Para falar a verdade eu estou bastante ansioso para essa estreia. Mas ansioso no sentido de amarradão, tenho recebido muitas mensagens de apoio pelo meu site, twitter e facebook.

Tem feito algo de especial nessa reta final de treinamentos?

Eu tô com uma equipe de treinadores de primeira linha como o Renzo, Greg Jackson, meu professor de boxe Mark Henry. Sem deixar de mencionar meu tio Rilion, que apesar de estar em Miami estamos sempre em contato por telefone, para ouvir seus conselhos. Eles sabem o que estão fazendo, e eu só sigo.
Então está tudo correndo dentro do previsto. Os treinos estão o bicho e o corpo está respondendo, e graças a Deus sem nenhuma lesão.

Sua foto dando a faixa-preta ao Rashad Evans, publicada no seu twitter e no GRACIEMAG.com rendeu debates. Como você viu o caso?

Eu fiquei surpreso com todo esse questionamento sobre a graduação. Na verdade eu fiquei muito ofendido. Eu não deveria dar explicação pra ninguém. Mas por outro lado nem todo mundo tem a oportunidade de treinar na academia do Renzo comigo, com meus irmãos Igor e Gregor ou mesmo com o próprio Rashad, um tremendo de um atleta.
Ele teve uma transição muito fácil do wrestling para o Jiu-Jitsu. A gente está treinando junto há mais de um ano, tanto em Nova York, Novo México, Denver e eu fiquei treinando ele e os caras do The Ultimate Fighter.

Ele gosta de treinar de kimono também?

Eu nunca treinei com ele de kimono. Rashad é um faixa-preta de Jiu-Jitsu sem kimono. Há cinco anos, eu não daria a faixa para ele, mas o nosso esporte evoluiu, tanto que e a IBJJF criou os campeonatos de No-Gi. Se Rashad fosse competir em algum desses campeonatos, eu o inscreveria na faixa-preta, e vou te falar que ele faria bonito.
Ele tem um jogo por cima muito bom, passa bem a guarda e é muito difícil de ser raspado ou finalizado, além de se defender bem por baixo. Acho que vimos isso na luta dele contra o Thiago Silva, que foi dominado no chão. Se alguém ainda tiver alguma dúvida, aconselho a dar um rolinha com ele e depois me dizer como foi.

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There are 3 comments for this article
  1. Marcelo at 11:37 am

    É uma vergonha para o BJJ.
    Ato de alguém que não tem respeito nem mesmo pelas próprias origens.
    Não é pelo fato de alguém (todos os praticantes de jiu-jitsu) querer ver o seu recém graduado “faixa preta”,ganhar campeonatos, ou ao menos competindo. Mas sim por menosprezar os milhares de atletas que passam décadas dentro de uma academia na busca pela HONRA que você simplesmente banalizou ao graduar este lutador.

    Wrestling, é wrestling! Jiu-jitsu, é jiu-jitsu!

    Se ele tem alto nível de wrestling, não está subentendido que é também um excelente lutador/atleta/praticante de jiu-jitsu. Diz somente que tem larga vantagem por já ter grande experiência em luta de submissão.
    A minha dúvida é… Será que Carlos Gracie concordaria com isso? E Hélio Gracie, o que diria?

  2. Eder at 12:55 pm

    Falta de respeito com a Arte Suave quem da duro treinando por anos… Ficamos no aguardo para algum membro lucido da família se pronunciar sobre isso..

  3. Rafael at 4:38 am

    Sua estréia no UFC 109 foi a pior luta dos últimos tempos. Nunca tinha visto nada semelhante. Fazia muito tempo que não aparecia um lutador com tamanha falta de técnica, dando socos pro ar, tentando levar o adversário pro chão, totalmente sem sucesso. Uma vergonha para a família Gracie. Praticamente entregou a luta.

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