Qual foi o dia mais feliz da vida do grande mestre de Jiu-Jitsu Helio Gracie?

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A família do Jiu-Jitsu reunida na sede do Vasco da Gama, na Lagoa. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG.

Em dia de chuva forte, a família do Jiu-Jitsu reuniu-se na sede do Vasco da Gama, na Lagoa. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG.

Foi uma cerimônia leve e alegre a realizada ontem, no clube do Vasco da Gama, na Lagoa, em homenagem à vida de Helio Gracie, falecido aos 95 anos no último dia 29 de janeiro. Uma festa, “sem bebida, sem esculhambação”, como bem pedira o professor. Tão descontraída que o repórter de GRACIEMAG esqueceu caneta e gravador. Afinal, era uma celebração e não trabalho.

Crianças corriam felizes, enquanto cascudos faixas-pretas, vermelhas e vermelha-e-preta trocavam beijos na face e tapinhas carinhosos. Nos discursos, engraçados e instrutivos, sem melodramas, Helio recebia adjetivos como gênio, herói, e até o título de “maior filósofo brasileiro do século XX”.

No telão, uma charge divertida, trazida pelo primogênito Rorion, da Califórnia, exibia Helio chegando ao Céu, cercado por Bruce Lee, JFK e, para delírio de fãs como Nino Schembri, um Elvis Presley dando um mata-leão em Albert Einstein.

Nesse clima, GRACIEMAG abordou alguns dos convivas, para perguntar: “Qual teria sido o dia mais feliz da longa e produtiva vida de grande mestre Helio Gracie?”

“Helio não teve um dia feliz, teve uma vida feliz, onde a cada dia ele descobria uma felicidade maior, uma alegria maior de estar ali. Foi um cara de bem com a vida todos os dias”, disse mestre Pedro Valente.

Rickson Gracie: “O bicho foi um vencedor”

Para o filho Rickson, “É difícil apontar um dia numa vida linearmente feliz. O bicho foi um vencedor, com uma vida de sucesso onde realizou tudo o que quis”.

“É muito difícil ser uma pessoa de bem consigo mesmo, e Helio Gracie era. Isso é felicidade”, começou João Alberto Barreto. “Com tantos dias felizes na vida, é difícil destacar um, mas lembro duas ocasiões em que Helio estava transbordando de alegria. Uma, no dia do nascimento de seu primeiro filho, Rorion. E eu vi ele chorar uma vez: no dia em que Rorion o homenageou durante o UFC 1. A consagração, naquele palco, tirou lágrimas do professor. Lembro do dia em que ele ficou mais enraivecido: o dia da morte do Rolls em 1982. Ele estava muito chateado com a tragédia, pois tinha alertado ao sobrinho-filho dos riscos da asa delta”.

Rorion foi pelo mesmo caminho: “Lembro de muitos momentos com ele, mas o dia do UFC 1, pela grande festa, num evento internacional, graças à vitória do Royce, foi um dos dias mais felizes da vida dele”.

Segundo Helio em vida, porém, uma de suas maiores alegrias veio nos tempos de lutador – a vitória em cima de Jukio Kato. “Foi quando vi que meu Jiu-Jitsu era superior ao dele”. Aguarde a edição especial em homenagem a Helio Gracie, em breve indo para as gráficas.

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