Serginho Moraes ensina finalização plástica usada no Mundial de Jiu-Jitsu 2018

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Serginho com sua equipe no Mundial 2009. Foto: Alicia Anthony

Bicampeão mundial na faixa-preta e atleta do UFC, Serginho Moraes não abandonou suas origens. Mesmo com a migração total para o MMA, com treinos mais focados na parte sem kimono, Serginho está sempre de olho nas novas caras da arte suave internacional, e o Mundial da IBJJF em 2018 trouxe para o casca-grossa ainda mais inspiração.

Sempre pensando em retornar, com aquele comichão que só quem é competidor conhece, Serginho conversou conosco, falou da suas impressões sobre o torneio na Califa, a vontade de voltar a lutar de kimono e ensinou, em seguida, os detalhes da finalização aplicada por Fabricio Andrey, campeão peso-pluma na faixa-azul pela Alliance. Confira!

GRACIEMAG: O que você achou desse Mundial?

Serginho Moraes: O Mundial foi bem disputado, o nível altíssimo. Eu gostei bastante. Queria muito ter ido. Estou me animando muito a voltar a lutar Jiu-Jitsu.

Quem foi o grande destaque na sua opinião?

Eu destaco três atletas deste Mundial. O Bruno Malfacine, por ter conquistado o décimo título mundial é um deles. Antes mesmo dele lutar, estavam tão confiantes por conta deste domínio dele na categoria, que a placa comemorativa pelos dez títulos já estava pronta. O outro que eu destaco é o Lucas Lepri. Ele foi muito consistente até a conquista do título, e também ampliou seu recorde de conquistas na categoria dos leves. E por último, o Marcus Buchecha. A atitude dele com o Leandro Lo na final do absoluto foi uma atitude de campeão de verdade. Gostei muito do que ele fez, foi um atitude digna de um campeão.

O que mudou tecnicamente desde que você parou de competir de pano?

Não acho que mudou muito. Você vê que a galera que competia na minha época ainda está aí, como é o caso do Malfacine, do Lucas Lepri, o Leandro Lo. O que muda são algumas regras, mas nada que não dê para adaptar. Eles tem coibido a amarração e o Jiu-Jitsu está ficando cada vez melhor. Na minha época o “cara” era aquele que fazia o outro bater. Então, essas mudanças nas regras estão levando os atletas a buscarem mais um jogo para frente em busca da finalização.

Você ainda pensa em competir de kimono?

Penso muito. Vou fazer um projeto para tentar lutar o Mundial do ano que vem. Eu pretendia lutar este, mas vou fazer um projeto direito para chegar lá e ser campeão novamente.

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