Por dentro da contusão de Leandro Lo, o novo rei absoluto do Jiu-Jitsu

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Leandro, com o ombro imobilizado, após ser declarado campeão absoluto. Foto: Reprodução

“Leandro guerreiro, Leandro guerreiro!”, gritavam os fãs de Leandro Lo, no momento mais dramático do Mundial de Jiu-Jitsu 2018, nesse domingo, dia 3 de junho, quando havia a expectativa de que o ídolo, apesar da lesão no ombro, retornaria (pela segunda vez) à batalha contra Mahamed Aly. Lo, porém, não voltou, ficando com a medalha de prata na categoria superpesado.

Colunista de GRACIEMAG, o ortopedista Gustavo Asmar analisou a gravidade do lance: “A luxação gleno umeral (ombro sair do lugar) é uma das lesões mais vistas no meu atendimento a atletas. Embora a vontade de Lo em continuar o combate seja um ato de muita garra e valentia, não é recomendável que isso seja feito pelos lutadores de Jiu-Jitsu.

“Cada vez que o ombro sai do lugar, há o risco de a lesão óssea aumentar na nova luxação, o que piora muito o prognóstico da lesão. Além disso, outras estruturas como o lábio glenoidal ou até mesmo uma fratura associada no momento do trauma podem estar presentes e serem agravadas com o retorno. Após o evento traumático, a redução deve ser aplicada o mais rápido possível (como aconteceu no Mundial), realizando-se na sequência exames de imagem para saber a real extensão da lesão.

“Caso o atleta opte pelo tratamento conservador, deve ficar três semanas com o membro imobilizado numa tipoia. Porém, em se tratando de alta performance, a tendência é recorrer ao tratamento cirúrgico para corrigir completamente a instabilidade do ombro”, analisou Asmar.

Portanto, amigo leitor, tenha muito cuidado ao tomar atitudes extremadas durante a prática esportiva. Preserve a saúde do seu corpo e não pare de treinar Jiu-Jitsu jamais. Oss!

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