10 lições de vida e de Jiu-Jitsu de Ricardo Arona, legendário ídolo do ADCC e do Pride FC

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Ricardo Arona faz guarda, durante o ADCC 2001. Foto: Luca Atalla/GRACIEMAG

Ricardo Arona faz guarda em duelo no ADCC. Foto: Luca Atalla/GRACIEMAG

Em 2000, recém promovido da faixa-roxa para a faixa-marrom, Ricardo Arona despontou como estrela da célebre academia Carlson Gracie.

Dono de um olhar frio e um coração quente, o jovem niteroiense de 21 anos se embolava sem medo com os faixas-pretas do time, e assim foi moldando sua gana e afiando suas garras.

Certo dia, foi marcada uma seletiva interna para apontar quem representaria a academia no ADCC 2000, em Abu Dhabi. O jovem faixa-marrom foi vencendo os bichos-papões com quedas pouco usuais e um jogo muito explosivo, calcado nos treinos em Itacoatiara, praia de Niterói, onde Arona treinava em dois percursos: um de explosão, numa subida reta, e outro de resistência, um caminho mais longo e sinuoso até o topo de um costão.

“Na final, me vi frente a frente com o Amaury Bitetti, que era meu ídolo. Consegui esgrimar e desequilibrá-lo com muito esforço, e quando vi que ia arremessá-lo de costas no chão, eu me segurei e o pus no chão cheio de respeito”, recordou Arona certa vez, para a reportagem de GRACIEMAG.

No ADCC 2000, Arona não respeitou ninguém, e derrubou astros consagrados como Tito Ortiz e Jeff Monson para faturar seu primeiro grande título relevante na carreira.

A seguir, destacamos algumas das principais lições de Arona para você desenvolver seu espírito de lutador e também lutar com olhos de tigre.

1. “O lutador completo é o que tem a mente e o corpo preparados.”

2. “Sempre busquei o contato com a natureza, subir montanha, nadar no mar, pegar onda. Itacoatiara, onde moro, é um lugar bem nativo, mexe com a minha essência de lutador. Gosto de estar sozinho com a natureza, isso mexe com o meu lado guerreiro.”

3. “Gosto de me sentir um tigre sozinho na mata. Quando subo no ringue para lutar, me sinto como o mais forte dos felinos: solitário, caçador, pronto para matar ou morrer. Meu instinto diz que eu não posso ter medo de um lutador do meu peso.”

4. “A cabeça é de fato o grande diferencial entre os lutadores. Você pode estar bem preparado fisicamente, mas se a cabeça não estiver numa boa são grandes as chances de derrota.”

5. “Sempre tive lutas difíceis na minha vida. Aprendi a oxigenar bem o corpo nos momentos complicados. Nas situações mais críticas, no aperto, você não pode perder o controle. Tem de respirar e concentrar toda sua energia para sair do sufoco, de uma vez só – pois pode ser sua última oportunidade na luta. É tudo psicológico. Você tem de entrar à vontade sempre, e permanecer assim na hora de explodir e contra-atacar.”

6. “Com 14 anos, comecei a treinar muito Jiu-Jitsu. Aos 15, já fazia muita taparia, treinos de defesa pessoal e vale-tudo na academia. Com isso perdi o medo. Quando o cara me encara, eu não tremo. Gosto da adrenalina. Pode ser qualquer um, que eu não temo ninguém. Eu só ando para a frente. Não ando para trás de jeito nenhum.”

7. “Gosto de lutar contra caras mais fortes, vejo apenas como mais um desafio na vida – e eu gosto do desafio, quanto maior, melhor.”

8. “Quando vou lutar, o espírito de guerreiro me domina. Nesse instante, se você pegar uma faca e me cortar, eu não sinto nada, de tanta adrenalina. Já quebrei duas costelas, tomei chute na cara e continuei indo para cima.”

9. “Quem não tem uma essência forte, não se torna um vencedor num esporte duro como o nosso.”

10. “No fim, meu mantra ao lutar é este: não posso sentir cansaço, não posso sentir dor.”

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