Qual é a melhor maneira de lidar com o lutador de Jiu-Jitsu que apaga no estrangulamento?

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Apagou o colega no treino? Saiba o que fazer. Foto: Carlos Arthur Jr./GRACIEMAG

O nosso Jiu-Jitsu, por mais suave que seja, implica alguns cuidados no tatame, como em qualquer arte marcial.

Por exemplo: e se um companheiro valente, sem pretensão de bater ou com o reflexo um pouco atrasado, acabar por dormir num estrangulamento? Você sabe exatamente como proceder nesses casos?

Primeiro, vale ressaltar a mecânica do apagar no Jiu-Jitsu. Por mais que boa parte das pessoas ainda pense que isso ocorra por conta da asfixia, o lutador dorme devido à interrupção do fluxo sanguíneo que passa pelo pescoço em direção ao cérebro, o que ocasiona um desligamento momentâneo dos sentidos.

Para recobrar a consciência, portanto, basta ser feita a recomposição deste fluxo no pescoço.

Conversamos com o faixa-preta Alexandre dos Anjos, que é bombeiro militar e ministra cursos de primeiros socorros para professores de Jiu-Jitsu.

O professor Alexandre explicou que a melhor forma de recobrar a consciência daquele que apaga num estrangulamento é deitar o mesmo no tatame de barriga para cima.

Segundo o faixa-preta, mesmo o ato corriqueiro de levantar as pernas do dorminhoco, muito comum, deve ser feito com muito cuidado.

“Existe um risco quando o atleta apaga por algum golpe traumático”, alerta Alexandre. “Uma queda, colisão de cabeça, chute ou algum contato traumático pode apagar o adversário também. Neste caso, a manobra de levantar as pernas pode agravar uma possível lesão na coluna cervical. Portanto, para executar a levantada da perna tenha certeza que o atleta apagou por golpe de constrição. Levantar as pernas em outros casos pode trazer um segundo trauma na coluna, evoluindo o mesmo de um possível trauma parcial para uma lesão de coluna completa.”

Portanto, não é necessário sacudir as pernas ou estimular outras partes do corpo.

Abrir o kimono e afrouxar a lycra também podem ajudar, mas apenas se estes estiverem aparentemente apertando o atleta que apagou na asfixia.

Portanto, é crucial treinar apenas sob supervisão de um instrutor e manter atenção redobrada na hora de cuidar de alunos e colegas nos treinos. Nada de ações como massagem no tórax ou bater no rosto do colega.

Procure um bom curso de primeiros socorros, execute as ações corretas estudadas pela ciência médica e lembre-se: a melhor maneira de evitar tudo isso no treino é bater sem vaidade.

Bons treinos!

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