Qual é o pior medo que o praticante de Jiu-Jitsu pode ter?

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Tanque corrige as aluninhas: para o irmão de Tanquinho, perder o medo é evoluir. Foto: Arquivos GRACIEMAG.

Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Se jamais experimentou a inigualável sensação de vestir um kimono e aprender a vencer um cara 50kg mais pesado que você, ou mesmo se parou de treinar com medo de machucar as mãos, este é o primeiro medo que você deve vencer. Acredite, os benefícios da arte suave valem mil vezes os riscos.

Mas talvez esse nem seja o receio mais grave na vida de um estudante de Jiu-Jitsu.

Para o professor da nossa GMI Soul Fighters Bruno “Tanque” Mendes, irmão do campeão mundial Augusto Tanquinho, o medo de levantar o dedo e tirar dúvidas pode ser um grande inimigo do faixa-branca e azul.

“O Jiu-Jitsu vive sempre em constante evolução”, diz Bruno. “E a melhor forma de se manter atualizado é estudar, aprender, perguntar e procurar informações novas, na sua academia ou em bons seminários na sua cidade”.

Para Tanque, o aluno não precisa disparar dez perguntas por minuto para aprender mais. Contudo, calar uma dúvida com medo de incomodar pode ser um desperdício e tanto – inclusive para o professor e os colegas.

“Eu acho que o aluno deve perguntar sempre, e jamais ter medo de perguntar, na academia ou num seminário em outra equipe”, incentiva o faixa-preta Tanque. “É só fazer com educação, na hora certa. Se o professor, por exemplo, abrir a oportunidade para perguntas e respostas, mate suas curiosidades. Não ache que sua dúvida é boba. Pode apostar que há outras pessoas na sala com a mesma pergunta na cabeça. Caso a aula ou o seminário termine sem tempo para perguntas, aborde o professor e veja se ele se incomoda de tirar suas dúvidas.”

A dica vale até para detalhes na posição um pouco diferentes do que o mestre demonstrou, como Tanque lembra:

“Se você gosta de executar a posição ensinada de uma forma diferente, chame o professor e pergunte por detalhes. A verdade é que todo bom professor gosta de ser perguntado e indagado sobre aquilo que ele está compartilhando. A troca de informações é importante no Jiu-Jitsu, seja você um faixa-preta ou faixa-branca”, garante Bruno.

Para o faixa-preta, vale até perguntar se você pode levar a “matéria estudada” para rever em casa. “Também recomendo perguntar ao professor se ele se importa de você filmar algumas posições. Em caso de reposta negativa, pergunte se você pode anotar num caderninho. Ter um registro do que foi apresentado e discutido, e não só dos movimentos técnicos mas principalmente dos conceitos, vai ajudá-lo nas semanas seguintes quando for trabalhar na sua academia as posições aprendidas.”

E você, amigo leitor, tem algum medo na academia? Compartilhe com a gente, sem medo de ser feliz.

 

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