Amaury Bitetti, astro do Jiu-Jitsu e ex-UFC, e o enterro da iguana

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Bitetti em sua luta mais recente de Jiu-Jitsu, contra Roberto Traven em Abu Dhabi. Foto: Ivan Trindade/Gentle Art Media.

Amaury Bitetti é um campeão raro, daqueles capazes de amassar os companheiros no treino e depois quase sufocá-los de tanto rir depois, com suas histórias.

Primeiro campeão mundial absoluto de Jiu-Jitsu, no inaugural Mundial da IBJJF em 1996, no Rio de Janeiro, Amaury ganhou fama internacional ao lutar o UFC 9 e o UFC 26. Mas foi mesmo em terras cariocas que passou uma de suas mais curiosas aventuras.

A história, passada na praia de Ipanema, foi publicada originalmente na seção Nas Internas, nas páginas de nossa edição #53, em 2001. É o lutador quem conta:

“Eu estava com um amigo meu, correndo no calçadão da praia, quando veio chegando um outro parceiro que não via há um tempo, usando uma camisa verde escura que parecia ter uma estampa maneira desenhada”, relembra Bitetti. “Fui cumprimentá-lo um pouco empolgado, e dei aquele tapa amistoso nas costas para saudá-lo. De repente, percebo que ele está olhando para mim com uma cara meio esquisita, assustado…”

Pois quem ficaria assustado a seguir seria o faixa-preta da equipe Carlson Gracie:

“Eis que meu camarada então puxa do pescoço uma iguana, que eu tinha achado que era apenas uma estampa da camisa”, prossegue Amaury. “Sabe aqueles desenhos animados, em que o bicho apaga e fica com um pequeno xis no lugar do olho? Ficou assim, igualzinho”.

Mas Bitetti não é de desistir, e tratou de tentar salvar o paciente:

“Eu fiquei sem ação, e a bicha ali durinha. Tentei ainda reanimar o animal, fazendo umas massagens, mas não tinha jeito, o tapa tinha matado a iguana. Sem saber o que dizer, sugeri por fim: ‘Vamos ali na areia fazer um enterro simbólico para ela?'”

Uma ideia que não foi acatada pelo amigo, claro:

“O cara me respondeu então desesperado: ‘Que enterro que nada! O que vou falar para a minha namorada? Ela me deu o bicho hoje de manhã!’ Ele não estava entendendo nada. Só me restou sair de fininho, não tinha mais o que fazer. Puxa vida, mais um carma para eu pagar!”

E você, leitor, já passou por situação parecida?

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