Bruno Malfacine e a estreia no MMA: “É um Jiu-Jitsu diferente”

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Bruno Malfacine fez sua estreia no MMA no Shooto, no Rio, com uma vitória no armlock no R1. Foto: Eduardo Ferreira/ Gallerr

Bruno Malfacine fez sua estreia no MMA no Shooto, no Rio, com uma vitória no armlock no R1. Foto: Eduardo Ferreira/ Gallerr

No último dia 27 de agosto, Bruno Malfacine deixou o kimono e as nove medalhas de ouro mundiais em casa, depois de vir de Orlando para o Rio de Janeiro especialmente para uma missão cercada de expectativa: testar seu Jiu-Jitsu voltando para o MMA diante do público, no Shooto Brazil. E foi uma estreia profissional impecável para o pequeno valente da Alliance.

O mito do peso-galo, nove vezes campeão mundial na faixa-preta, enfrentou o mais experiente Romário Boaes, e finalizou no armlock, logo a 1min34s do primeiro round. Bruno derrubou, passou a guarda de modo fulminante, mas perdeu a montada. Ao cair por baixo, trabalhou bem e catou o braço para encerrar a estreia.

A equipe GRACIEMAG bateu um papo com Malfacine para descobrir que lições ele tirou.

GRACIEMAG: Parabéns pela estreia, Bruno. O que você sentiu ali no chão, sem os mesmos pontos de apoio que o kimono oferece, e com a pancadaria comendo solta?

BRUNO MALFACINE: Olha, não é um Jiu-Jitsu com o qual estou acostumado. É um Jiu-Jitsu um pouco diferente, voltado para o MMA, assim como o wrestling, o muay thai e o boxe também são adaptados para o MMA. Não é qualquer campeão mundial de Jiu-Jitsu que se adaptaria às regras do MMA. Estou aprendendo muito com mestre Ricardo Libório e adaptando da melhor maneira meu Jiu-Jitsu ao MMA. Eu tenho uma grande vantagem pelas minhas características, que adquiri no esporte. Isto é, o fato de eu jogar por cima, ser agressivo sempre e lutar o tempo todo buscando a finalização.

Qual é a maior dificuldade para fazer o Jiu-Jitsu encaixar e fluir na hora da porrada?

Desde que criaram minha categoria no UFC, acompanho todas as lutas da minha divisão. Sempre achei meu Jiu-Jitsu acima da média do que via no octagon, e sinto que tenho algumas facilidades para fazer meu Jiu-Jitsu fluir, assim como fiz na minha luta no Shooto. Porém, o maior desafio agora é conectar muito bem as transições com o ground and pound.

Como foi aquele momento da luta em que você perdeu a montada? O que aprendeu ali?

Dou aulas para iniciantes na minha academia, e entendo todo o conceito básico do Jiu-Jitsu para defesas há tempos. Quando meu oponente dominou meu braço, eu sabia que ele poderia inverter para o mesmo lado que o meu braço estava dominado. Mantive então minha base e usei a mão livre para bater. Foi quando perdi o equilíbrio e tive de apoiar a mão no chão, e nesse momento ele conseguiu o domínio do outro braço e me surpreendeu fazendo a inversão para o lado que eu não esperava.

E a sua guarda para o MMA? É similar ao Jiu-Jitsu esportivo?

Penso ser necessário fazer algumas modificações na guarda para não se expor tanto, mas o objetivo é o mesmo do Jiu-Jitsu. Devido a quase todos os meus oponentes no Jiu-Jitsu de competição serem guardeiros, eu me tornei um passador. Mas confio muito no meu Jiu-Jitsu por baixo, de defesa, e me sinto bem confortável fazendo guarda. Eu sabia que iria sair uma finalização daquela posição.

O que tem aprendido de melhor com o Libório, nos treinos na American Top Team?

Mestre Libório tem insistido comigo que ficar por baixo no MMA nem sempre é a melhor opção. Quando eu cometi o erro e ele inverteu eu sabia que teria de finalizar logo, caso contrário o Libório iria me dar uma “chamada” daquelas (risos)! Graças a Deus deu tudo certo!

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