Como transformar contusão e dor em benefício para seu Jiu-Jitsu, com Roberto Satoshi

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Roberto Satoshi poupando o braço direito no Grand Slam de Tóquio. Foto: Ane Nunes/Gentle Art Media

Roberto Satoshi poupando o braço direito no Grand Slam de Tóquio. Foto: Ane Nunes/Gentle Art Media

Faixa-preta brasileiro criado no Japão, o craque Roberto Satoshi emocionou seus fãs em junho durante o último Mundial de Jiu-Jitsu, em Long Beach, ao perder a final para Lucas Lepri sem lutar. Com o ombro esquerdo deslocado e entre lágrimas, o peso leve precisou abandonar a disputa e o sonho do ouro inédito, numa tristeza contagiante.

Em 15 de julho, porém, um mês e dez dias depois, Satoshi lavou a alma com o ouro no Grand Slam de Tóquio, diante de seus alunos. Que lições o peso leve tirou da volta por cima? GRACIEMAG foi apurar:

“Ainda estou sentindo o ombro, mas em breve estarei recuperado. A lição que fica é que a lesão no esporte de alto rendimento é normal, faz parte da nossa vida nos tatames. Eu treino Jiu-Jitsu desde os meus 5 anos e volta e meia senti alguma coisa. Mas nunca deixei que isso me deixasse abatido, nem muito menos pensei em parar de treinar”, disse o faixa-preta da Bonsai JJ.

“Na verdade, no longo prazo as contusões só me ajudaram a não ficar com o jogo limitado. Toda vez que eu me lesionava, era obrigado a variar a técnica ou mudar para que lado eu faria o golpe. Não se esqueça: está com o joelho ruim? Faça um treininho de meia-guarda. Está com o braço esquerdo ruim, como eu fiquei? Faça uma guarda para a direita. O importante é não ficar tempo demais longe da academia, o que mina o corpo e a mente”, ensina Satoshi.

Confira a final de Roberto e Tiago Bravo no Grand Slam:

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