Gabriel Arges analisa conquista do ouro no Mundial de Jiu-Jitsu

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Arges em seu estrangulamento campeão na final do Mundial 2017. Foto: Gallerr

Depois de uma temporada com conquistas nos principais torneios de Jiu-Jitsu do mundo, Gabriel Arges partiu com tudo para fechar o período com chave de ouro: o título Mundial da IBJJF.

A cereja do bolo foi posta no dia 5 deste mês, na Pirâmide de Long Beach, após a fera da Gracie Barra vencer um time de cascas-grossas e morder o topo do pódio na divisão de pesos médios.

Na disputa pela medalha dourada, Arges encarou Marcos Tinoco (Alliance), adversário já conhecido, e para ficar com o título estrangulou pelas costas após se livrar de um verdadeiro aperto nas chaves de perna.

Arges conversou com a reportagem de GRACIEMAG e relembrou os detalhes de sua conquista, como o ritmo de campeonatos lhe deixou confortável e sem pressão para a disputa maior da carreira, o apoio do seu professor Rômulo Barral direto do pronto-socorro, após a chave de pé que tomou, e a rotina de trabalho árduo que lhe colocou no topo do mundo do Jiu-Jitsu. Confira!

“Estou muito feliz com tudo que está acontecendo na minha vida, ainda mais depois da campanha do Mundial. Foi uma guerra, não teve uma luta fácil. São como finais sucessivas, da primeira luta até a última. Consegui finalizar algumas, inclusive na final, graças ao ritmo bom de torneios que eu acumulei ao longo da temporada, foram mais de 20 se bem me lembro, entre seletivas, opens e outros campeonatos. Isso me ajudou muito e fez a diferença para lutar tranquilo.

“Eu ganhei a semifinal e o Rômulo saiu do ginásio, machucado. Acompanhamos o professor até ele ser encaminhado e o pessoal foi comer algo. Eu fui para o carro massagear as pernas e relaxar antes da final. É muito desgastante a maratona do Mundial. O tempo entre a semifinal e a final ia ser enorme, então fui descansar. O Rômulo me ligou do hospital e me tranquilizou, e eu cheguei melhor ainda para a disputa. Mundial é muito movimentado, o Rômulo se lesionou, o Preguiça perdeu numa disputa polêmica, isso tudo pode bagunçar a cabeça do atleta. Mas eu fui relaxando e cheguei bem para disputar o ouro.

“Na final o meu adversário começou com umas chaves de joelho, estava machucando um pouco mas é um ataque que eu conheço, inclusive finalizei ele na semifinal do Mundial no ano passado numa dessas, então eu conhecia bem a situação e mantive a calma. Esperei uma brecha, ele abrir a posição para eu impor meu jogo e fui feliz ao chegar nas costas e finalizar. Trabalhamos muito para chegar nesse momento e graças a Deus fui coroado com essa temporada maravilhosa.”

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