A “teoria furada” sobre a guarda-X, com Marcelinho Garcia e Vinicius Draculino

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Marcelinho Garcia demonstra a mecânica da guarda-X para um ensaio na revista GRACIEMAG. Foto: Dan Rod

Garcia analisa a mecânica da guarda-X em ensaio recente nas páginas de GRACIEMAG. Foto: Dan Rod.

Em recente conversa pelo telefone com o professor de Jiu-Jitsu Vinicius Draculino, a equipe do GRACIEMAG.com apurou alguns detalhes interessantes sobre a mecânica da guarda-X, uma das técnicas mais usadas para raspar no Jiu-Jitsu competitivo de hoje.

“Há um mito de que o guardeiro precisa ter pernas compridas para executar com eficiência a guarda-X”, diz Draculino. “O Marcelinho Garcia, que tem pernas curtas e é um grande especialista nessa posição, é a prova viva de que essa teoria é furada”.

“O fundamento mais importante para a prática da guarda-X”, continua o professor fundador da Gracie Barra BH, “é saber entrar embaixo do adversário e não se apavorar ao ficar nessa posição. O guardeiro precisa desenvolver a habilidade de deslocar o passador para o alto e se posicionar embaixo ele, sentindo-se confortável ali. Não se pode ficar travado, a posição requer mobilidade para sair e voltar, defender e atacar”.

Draculino salutes each one of his students

Draculino entre seus alunos: o professor foi um dos guardeiros mais respeitados dos anos 1990. Foto: GRACIEMAG.

Embora pareça um detalhe técnico simples, Draculino chama a atenção para a dificuldade que os iniciantes no Jiu-Jitsu têm para se arriscar em posições sob o peso do corpo do adversário. De fato, faixas-brancas costumam ter fobia em buscar esse tipo de situação. Preferem ficar à distância, preocupados com um possível amasso. “Antes de exorcizarem esse medo de ficar embaixo do oponente, eles jamais vão se dar bem com a guarda-X”.

Mas como se vence esse pavor que eventualmente nos bloqueia a explorar novas técnicas e ampliar nossos horizontes no Jiu-Jitsu? Consultamos então o ás na posição Marcelinho Garcia, astro da Alliance, que ofereceu uma bela resposta aos leitores de GRACIEMAG.

“É importante assumir riscos”, ensina Marcelinho. “Você não pode jamais ficar preso ao que é confortável. Recusar outras técnicas é se limitar, você não se desenvolve. Pior que perder no treino é ficar estagnado sem aprender”, prega o faixa-preta de Fabio Gurgel.

“Eu evoluí ao perder o medo de jogar aberto, de ir para cima, tentar alguma coisa, mesmo que no fim dê errado e eu seja finalizado. Perdi o medo de falhar e assim o meu jogo ficou completo”, garante o mito do ADCC.

Faça como Marcelinho e corra mais riscos, amigo leitor. Que tal nos próximos treinos adicionar a guarda-X ao seu jogo?

 

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